Com Lula no governo, desmatamento na Amazônia cai 34%

Com Lula no governo, desmatamento na Amazônia cai 34%

Segundo dados do governo, o número de hectares de floresta destruídos caiu 34% nos primeiros seis meses do mandato do novo presidente em relação ao ano anterior

O desmatamento na Amazônia brasileira teve uma queda de quase 34% no primeiro semestre deste ano, após cinco anos de aumento contínuo, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil. Os dados preliminares indicam uma inversão de tendência significativa, e as autoridades atribuem esse resultado aos recursos destinados à implementação de decisões políticas tomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o site Nodal, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que a redução é uma resposta à decisão política de enfrentar as mudanças climáticas e combater o desmatamento, com o objetivo de atingir a meta de desmatamento zero até 2030. Ela ressaltou que decretos assinados por Lula restabeleceram as atribuições dos órgãos de controle ambiental, proporcionando maior autonomia para a equipe tomar medidas eficazes no combate ao desmatamento.

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O presidente Lula confirmou que participará da próxima cúpula da União Europeia (UE) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), durante uma conversa telefônica com o presidente espanhol, Pedro Sánchez. A cúpula está agendada para ocorrer em Bruxelas nos dias 17 e 18 de julho, reporta o argentino Télam.

Lula e Sánchez também discutiram as negociações entre o Mercosul e a UE, com Lula defendendo a possibilidade de um acordo benéfico para ambas as partes. Ambos os líderes ocupam a presidência temporária de seus respectivos blocos. O presidente parabenizou Sánchez por assumir a presidência do Conselho da UE.

A participação de Lula na cúpula fortalece os esforços para promover a cooperação entre a América Latina, o Caribe e a UE, além de impulsionar as negociações comerciais entre os blocos.

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A agência cubana Prensa Latina destaca que a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa reformular o imposto sobre o consumo como medida para estimular o crescimento econômico do Brasil. O texto-base da reforma tributária recebeu ampla aprovação no primeiro e no segundo turnos, com mudanças de última hora feitas pelo relator da proposta para ampliar o apoio.

O objetivo principal da reforma é unificar cinco impostos sobre o consumo em um único imposto, o Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA), além de reduzir alíquotas em setores específicos, como saúde, educação e itens básicos da cesta básica, e ampliar a cobrança de taxas sobre veículos aquáticos e aéreos.

A aprovação representa uma importante vitória para o governo Lula no Congresso, em uma semana marcada por questões econômicas. O projeto também prevê a criação de um imposto seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas e tabaco. A transição completa para o novo sistema tributário será feita em etapas até 2078.

Além disso, a PEC propõe a criação de um imposto sobre a propriedade de veículos de luxo, como jatos particulares e iates, e prevê uma reforma na tributação da renda a ser enviada ao Congresso dentro de 180 dias após a promulgação da proposta. A reforma tributária é considerada uma agenda de Estado, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pediu que o radicalismo político fosse deixado de lado durante as discussões.

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O site Pátria Latina publica o artigo opinativo de César Fonseca intitulado “Burguesia industrial pressionou Tarcísio a descolar de Bolsonaro e apoiar Lula na Reforma Tributária“, abordando a preocupação da burguesia industrial brasileira em relação à possível interferência de Bolsonaro na reforma tributária, que visa simplificar o sistema de cobrança de impostos no Brasil, reduzir a concentração de renda e promover a justiça social para impulsionar a industrialização.

Segundo o autor, Bolsonaro desejava prejudicar a aprovação da reforma tributária para marcar posição contra Lula e manter a inviabilidade estrutural da indústria nacional no cenário internacional, impedindo a industrialização pretendida pelo atual presidente, numa postura que favoreceria aqueles que desejam um retorno ao Brasil do século 19, sem indústrias, dependente de importações e exportador de emigrantes, citando Paulo Guedes como um defensor dessa visão.

O texto também critica o sistema tributário atual, considerando-o incompatível com a modernidade econômica, que demanda relações capital-trabalho e preferência por uma economia real em detrimento da especulação. A concentração extrema da renda nacional proporcionada pelo sistema tributário é apontada como geradora de desigualdade social, redução do consumo e deflação na economia.

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O Brazilian Report trata da renúncia de Daniela Carneiro ao cargo de ministra do Turismo, ocorrida nesta quinta-feira (6). Membro do partido União Brasil, de centro-direita, Carneiro estava se preparando para ingressar no partido Republicamos, dominado por políticos evangélicos, seguindo os passos de seu marido, Waguinho Carneiro – prefeito de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, que fez a mudança de partido em abril deste ano. Com a saída do ministério, Daniela voltará ao cargo de deputada federal. O novo ministro do Turismo será o deputado federal Celso Sabino, também do partido União Brasil.

A administração de Belford Roxo está envolvida em alegações relacionadas à campanha política na cidade e aos gastos do gabinete do prefeito, incluindo possíveis conexões com grupos de milícias urbanas. A ministra excluiu fotos de suas redes sociais em que aparecia ao lado de Márcio Pagniez, conhecido como Bombeiro Márcio, acusado de liderar um grupo de milicianos e preso por suspeita de ordenar um duplo homicídio. Membros da família de Pagniez também trabalhavam no governo municipal de Belford Roxo.

No entanto, as razões para a renúncia da ministra não estão relacionadas às suas possíveis conexões com as milícias. Ela perdeu apoio político dentro do partido União Brasil, e legisladores sugeriram que o deputado Celso Sabino seja nomeado em seu lugar.

A substituição de Daniela Carneiro por Celso Sabino marca o primeiro remanejamento ministerial do governo Lula, e tem como objetivo o fortalecimento de apoio político. “O apoio do Centrão, conhecido mais por sua habilidade de negociação do que por compromissos ideológicos, é fundamental para a aprovação da agenda legislativa de Lula, como um projeto de reforma tributária”, escreve a agência de notícias Reuters.

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