Com mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados, país supera marca histórica

Com mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados, país supera marca histórica

Em onze meses de governo Lula, índice de desocupação chega a níveis pré-golpe e cai para 7,6%, a menor taxa desde fevereiro de 2015, segundo o IBGE.

POR TATIANA CARLOTTI

Dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE, revelam que o Brasil ultrapassou a marca histórica de mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados. De agosto a outubro deste ano, houve um aumento de 862 mil vagas de trabalho, totalizando um universo laboral de 100,2 milhões de pessoas, o maior contingente já registrado no país. A taxa de desocupação, no mesmo período, caiu para 7,6% (8,3 milhões de pessoas), retomando os números anteriores ao golpe de 2016. Trata-se do menor índice desde fevereiro de 2015. No twitter oficial do presidente Lula, um breve comentário: “Brasil no Rumo Certo”.

Rumo certo é o que indica o novo boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, que mostra a redução em 59% da área derrubada, entre janeiro e agosto deste ano, totalizando 9.216 hectares ante os 22.240 hectares de desmatamento registrados em 2022. A redução aconteceu em 15 estados que compõem a Mata Atlântica, conforme destaca a cubana Prensa Latina. (Leia aqui).

COP28

Com muito a apresentar na COP28, o presidente Lula desembarcou nesta quinta-feira em Dubai, nos Emirados Árabes. A Cúpula, que acontece entre 30 de novembro a 12 de dezembro, reúne lideranças dos principais países do mundo, da sociedade civil e do âmbito empresarial para debater as mudanças climáticas em meio a ondas de calor, secas, inundações e outras catástrofes neste ano de 2023.

Tanto o Le Monde, com a manchete “Na COP28, a posição ambiciosa do Brasil de Lula“ (leia aqui), quanto o Financial Times, “Foco do Brasil em fazendas e florestas para reduzir as emissões corre o risco de retrocesso do petróleo” (leia aqui) destacam as conquistas do governo brasileiro na área ambiental, como a queda de 22,3% no desmatamento na Amazônia em um ano, porém, ambos apontam como fator preocupante os altos investimentos do país na extração de petróleo.

O governo brasileiro pretender transformar o Brasil no quarto maior produtor mundial de petróleo bruto até 2029, graças ao desenvolvimento de gigantescos campos offshore, afirma o FT, ouvindo especialistas, como Martin Dietrich Brauch, pesquisador do Centro Columbia sobre Investimento Sustentável, em Nova York, para quem “essa expansão é inconsistente com a ação climática e com o papel que o país quer desempenhar na redução de emissões”.

Já o Le Monde afirma que o “presidente de esquerda [brasileiro] quer afirmar-se como campeão mundial do clima e propor um fundo para preservar as florestas tropicais. Ele pode se orgulhar de um declínio recente no desmatamento na Amazônia, mas seu apoio à gigante Petrobras é criticado”.

A agência Nodal, por sua vez, destaca que a COP28 aspira ser a mais inclusiva da história, buscando compromissos concretos e financiamento dos países do Norte Global para os do Sul Global na mitigação das mudanças climáticas (Leia mais). A adoção de um fundo de perdas e danos, uma ferramenta de financiamento há muito exigida pelos países em desenvolvimento, aponta neste sentido.

Como destaca o argentino La Nación, a COP28 testemunhou a histórica adoção do fundo climático destinado a financiar as perdas e danos dos países vulneráveis, com contribuições iniciais de 100 milhões de dólares anunciadas por países como Emirados Árabes Unidos e Alemanha. (Leia mais).

ESEQUIBO

Vários veículos latino-americanos destacaram a decisão brasileira de aumentar a presença militar na fronteira norte frente a escalada de tensões entre a Guiana e a Venezuela, em torno de uma disputa territorial histórica pela região do Esequibo, rica em recursos minerais. A Venezuela pretende consultar a população mediante um referendo, no próximo domingo (3), sobre a possível incorporação de Esequibo ao mapa nacional e a concessão da nacionalidade venezuelana aos 125 mil habitantes da área em disputa.

A Guiana rejeita a consulta, chamando-a de “ameaça à paz na América Latina e no Caribe”.  A recente proposta da Guiana de estabelecer bases militares no Esequibo, com apoio dos Estados Unidos, elevou ainda mais a tensão na região rica em petróleo e recursos naturais. Em comunicado, o Ministério da Defesa brasileiro afirma que está monitorando a situação entre os países vizinhos destaca Ámbito (leia aqui). A notícia também foi destaque no colombiano El Tiempo (leia aqui) e no argentino La Politica Online (leia aqui).

COOPERAÇÃO BRASIL-CUBA

A cubana Prensa Latina destacou o compromisso firmado entre o presidente do Tribunal Supremo Popular de Cuba (TSP), Rubén Remigio Ferro, e a ministra-presidente do Superior Tribunal de Justiça do Brasil (STJ), María Thereza De Assis Moura, para compartilhar experiências e melhores práticas na administração da justiça entre Cuba e Brasil, em áreas como justiça eletrônica, cibersegurança e inteligência artificial. (Leia mais).

GREVES EM SÃO PAULO

A Izquierda Web trouxe uma cobertura sobre as greves e privatizações em São Paulo, destacando que “o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, potencial candidato presidencial da extrema-direita, busca privatizar serviços essenciais, incluindo metrôs, trens e a empresa estatal Sabesp, a maior de água e esgoto da América Latina”. O texto foca na reação dos trabalhadores e nas paralisações do transporte público, como a ocorrida nesta quarta-feira (29), a terceira realizada por ferroviários e a segunda pelos metroviários”. (Leia aqui).

KISSINGER, CRIMINOSO DE GUERRA

“Henry Kissinger, criminoso de guerra adorado pela classe dominante dos Estados Unidos, finalmente morre”, essa é a manchete do obituário imperdível da revista Rolling Stone desta quinta-feira. “A infâmia do arquiteto da política externa de Nixon permanece eternamente ao lado daqueles considerados os piores assassinos em massa da história. Uma vergonha mais profunda se associa ao país que o celebra”, diz o texto. (Leia aqui)

Campanhas secretas de bombardeios no Camboja, espionagem doméstica ilegal, apoio a ditaduras (inclusive as nossas) e guerras sujas no exterior, o vasto legado de Henry Kissinger, que faleceu nesta quinta-feira (30), em sua residência no estado de Connecticut (EUA), também pode ser lido no site do National Security Archive, que traz um “obituário desclassificado” com vários documentos secretos do então Secretário de Estado dos EUA de Nixon e durante a Guerra Fria. (Confira aqui).

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