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Cresce otimismo do mercado financeiro com Lula e Haddad

Cresce otimismo do mercado financeiro com Lula e Haddad

Integrantes do mercado financeiro no Brasil estão cada vez mais otimistas em relação às perspectivas econômicas do país sob o comando do presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira. Também houve um aumento no índice de aprovação do ministro da Fazenda, noticia a Reuters. A pesquisa realizada pela Genial/Quaest mostrou que 53% dos participantes do mercado agora acreditam que a economia do Brasil melhorará nos próximos 12 meses, em comparação com apenas 13% em uma pesquisa de maio, enquanto aqueles que acreditam que as condições piorarão caíram de 61% para 21%. A mudança de opinião entre um grupo que normalmente tem sido cauteloso com o presidente esquerdista ocorre no momento em que o governo Lula garantiu apoio no Congresso para projetos de lei considerados fundamentais para impulsionar o crescimento. Isso inclui a proposta de reforma tributária, mudanças nas regras de julgamento de impostos e uma nova estrutura fiscal destinada a controlar o crescimento explosivo da dívida pública. “Essa melhoria foi impulsionada pelo trabalho do Ministro da Fazenda Fernando Haddad”, disse o diretor da Quaest, Felipe Nunes. “O desempenho de Haddad conseguiu convencer os mercados de que a política econômica do país está indo na direção certa.”

O levantamento foi feito pela Genial/Quaest com 94 gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão do mercado financeiro de fundos de investimento com sede no Rio de Janeiro e São Paulo entre os dias 6 e 10 de julho.

O francês Le Monde traz reportagem especial sobre a fome no Brasil. Segundo a publicação, mais da metade dos brasileiros é afetada por alguma forma de insegurança alimentar, um número que aumentou acentuadamente durante o governo do presidente Bolsonaro. Desde seu retorno ao poder, o presidente Lula aumentou a ajuda aos mais pobres. Cita as cozinhas solidárias do MTST. As marmitas do MTST são apenas uma gota no oceano em um Brasil onde a fome voltou a crescer. De acordo com o último estudo realizado em 2022 pela rede de pesquisa independente Penssan, especializada em segurança alimentar, 33 milhões de brasileiros estão passando fome.

O Brasil tem mais de 21 milhões de pessoas que não têm o suficiente para comer todos os dias e 70,3 milhões que estão em situação de insegurança alimentar, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pelas Nações Unidas. De acordo com o documento, há também 10 milhões de pessoas subnutridas no gigante sul-americano. A ONU revela que há 735 milhões de pessoas no mundo sofrendo de fome e 2,3 bilhões em situação de insegurança alimentar. No país, 1,5 milhão de pessoas fazem parte dessa realidade, informa a agência cubana Prensa Latina.

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O presidente Lula anunciou que seu governo está preparando um grande programa de infraestrutura baseado na transição energética ecológica e que, junto com os países da América do Sul, usará a preservação da floresta amazônica como “um instrumento de negociação com o mundo desenvolvido” para combater as mudanças climáticas. “Estamos há seis anos atrasados no país, vamos lançar o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com a questão da transição energética e da transição ecológica na inovação industrial”, disse Lula durante o programa “Conversa com o Presidente” na terça-feira, informa o argentino Página12 em ampla reportagem.  O líder progressista brasileiro reclamou mais uma vez que as grandes potências não cumpriram seus compromissos ambientais com relação à liberação de recursos para os países em desenvolvimento.

O presidente Lula encerrou o programa educacional militarista iniciado por seu antecessor, Jair Bolsonaro, ao revogar a iniciativa de criar uma rede pública de escolas civis-militares administradas pelas forças armadas. A medida que extingue o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares foi tomada por meio de uma resolução do Ministério da Educação e do Ministério da Defesa e divulgada pela imprensa local. Bolsonaro abriu 216 escolas cívico-militares em Brasília e em 23 estados, frequentadas por 192.000 alunos, incluindo a filha mais nova do líder ultradireitista, Laura, de 13 anos, em reportagem do argentino Ámbito.

O Centro Latino-americano de Análise Estratégica (CLAE) traz artigo de Fernando de la Cuadra, doutor em Ciências Sociais e editor do Blog Socialismo y Democracia, sobre a aprovação da reforma tributária. Diz o texto: A estrondosa aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados deixou as forças pró-Bolsonaro mais fracas, até mesmo divididas entre as várias facções que surgiram dessa mesma derrota. Talvez esse seja um momento singular para se pensar no início do declínio da extrema-direita brasileira. A rigor, a necessidade dessa reforma tributária já vinha sendo discutida há muito tempo, praticamente junto com a promulgação da Constituição de 1988, ou seja, há 35 anos.

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