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Desemprego cai para 8% no segundo trimestre, menor taxa desde 2014

Desemprego cai para 8% no segundo trimestre, menor taxa desde 2014

Analistas esperam mercado de trabalho resiliente, e apontam que retomada depende do corte nas taxas de juros; e mais: o aumento da violência indígena sob Bolsonaro e as evidências de sua negligência durante a pandemia; CPI dos atos golpistas volta em agosto; Zelensky se oferece para visitar o Brasil, focando em apoio da América Latina

Desemprego em queda

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 8% no trimestre encerrado em junho, a menor desde 2014, informa o Brazilian Report. Houve um aumento no emprego informal, com 1,1% de crescimento na população empregada. A renda média mensal real permaneceu estável em junho, mas cresceu 6,2% em comparação anual. Analistas esperam que o mercado de trabalho continue mostrando resiliência e crescimento, embora o ritmo de novas oportunidades de emprego possa diminuir no segundo semestre. Acredita-se que a retomada só ocorrerá com o corte nas taxas de juros, possibilitando às empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, acessarem crédito em termos mais favoráveis.

Violência indígena aumenta sob Bolsonaro

A violência contra indígenas brasileiros durante o governo de Jair Bolsonaro é destaque no espanhol El País. O relatório anual do Conselho Indigenista Misionero (CIMI) registrou 795 assassinatos de indígenas nos últimos quatro anos, sendo 180 em 2022.

O aumento da violência é atribuído à retórica ultradireitista do ex-presidente e a políticas desfavoráveis aos indígenas, como a falta de demarcação de terras e o enfraquecimento de órgãos de proteção ambiental e indígena. Tentativas de aprovar leis para explorar terras indígenas também agravaram a situação.

Os casos de violência, que incluem homicídios, ameaças de morte, lesões corporais, racismo e violência sexual, tiveram média anual de 373,8, aumento de 54% em relação aos governos anteriores.

As consequências foram conflitos, insegurança jurídica e falta de proteção para as comunidades indígenas. A impunidade também é ressaltada, com muitos assassinatos sem destaque na mídia. Invasões ilegais de terras, exploração irregular de recursos e contaminação de rios prejudicaram a subsistência dos indígenas.

A situação dos indígenas yanonami é preocupante, com apoio de Bolsonaro à mineração ilegal, atraindo garimpeiros e resultando em mortes evitáveis, especialmente de crianças.

O relatório denuncia a negligência do Estado e pede uma Comissão Nacional Indígena da Verdade para investigar abusos e violações de direitos humanos no governo Bolsonaro, buscando esclarecer e responsabilizar por crimes cometidos contra esses povos.

Mais negligência de Bolsonaro

De acordo com os jornais portugueses Público e Cofina Media, o governo de Bolsonaro ignorou mais de mil relatórios dos serviços de informação sobre a covid-19. Esses documentos, produzidos entre março de 2020 e julho de 2021 pela Agência Brasileira de Inteligência e o Gabinete de Segurança Institucional, projetavam o aumento no número de casos e mortes no Brasil. Enquanto isso, o então presidente Jair Bolsonaro boicotava medidas de combate à pandemia e o acesso às vacinas, escondendo os relatórios de projeções de mortes e casos, conforme investigação do jornal Folha de S.Paulo. Os relatórios continham apelos para que o governo federal adotasse medidas como o distanciamento social e o reforço e incentivo à vacinação. A atitude do governo Bolsonaro levantou críticas quanto à gestão da crise sanitária no país.

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CPI retoma trabalhos após recesso

A agência cubana Prensa Latina reporta que a Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro retomará os trabalhos na volta do recesso parlamentar, na próxima semana. O oficial Saulo Moura da Cunha, ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), será ouvido em 1º de agosto. A CPI já ouviu depoimentos de nomes relacionados ao bolsonarismo, como o ex-auxiliar de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. Outros depoimentos previstos incluem o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, além dos ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno. O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Edson Gonçalves Días, também será ouvido pela comissão parlamentar. A CPI tem até novembro para concluir suas investigações.

Zelensky mira Brasil, mas foca AL

Reportagem do jornal português Expresso relata que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou o desejo de visitar o Brasil e mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia auxiliar no processo de paz, promovendo a união da América Latina. Zelensky destacou a importância da região para ele e afirmou que a visita ao Brasil, se concretizada, poderia reunir outros líderes da região para discutir questões relacionadas à paz mundial.

Além disso, o presidente ucraniano ressaltou a necessidade de apoio em relação à soberania e integridade territorial da Ucrânia diante de agressões externas. Ele reconhece o apoio do Brasil à soberania ucraniana e espera contar com o respaldo do país sul-americano nessa questão.

Em resposta às declarações de Zelensky, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que o líder ucraniano é bem-vindo no país.

A reportagem também menciona que os laços entre China e Rússia têm contribuído para mitigar o impacto das sanções ocidentais, conforme relatório dos serviços secretos dos EUA, embora a China tenha refutado alegações sobre venda de equipamento militar à Rússia.

Tragédia no Paraná

No colombiano El Espectador, o acidente na cooperativa agroindustrial C.Vale, em Palotina, Paraná. Oito pessoas morreram e 11 ficaram feridas em explosões nos depósitos de produtos agrícolas na quarta-feira. Uma pessoa ainda está desaparecida. As equipes de resgate trabalham no auxílio e busca das vítimas.

Um time técnico investiga as causas e motivos das explosões. O teto de um dos depósitos industriais foi parcialmente destruído. A C.Vale é uma produtora de soja, trigo e milho, atuando no sul e centro-oeste do Brasil. Autoridades buscam entender o que levou a esse trágico acontecimento.

*Imagem em destaque: Carteira de trabalho digital (Marcelo Cabral/Agência Brasil)

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