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Família e plataformas digitais também são responsáveis pela paz nas escolas, diz Lula

Família e plataformas digitais também são responsáveis pela paz nas escolas, diz Lula

Guerra na Ucrânia e presidente brasileiro entre os 100 mais influentes da revista Time também estão entre os destaques da mídia mundial

Em reunião com chefes dos Três Poderes, governadores e ministros nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as plataformas digitais e as famílias devem colaborar na manutenção da paz nas escolas. Lula destacou a necessidade de se discutir a diferença entre liberdade de expressão e cretinice, e ressaltou que apenas medidas de segurança pública, como detectores de metais ou presença de guarda escolar, não serão suficientes, enfatizando que não é correto transformar as escolas em prisões de segurança máxima, e sim encontrar soluções reais para o problema da violência no ambiente escolar.

Segundo a agência cubana Prensa Latina, o presidente ainda criticou as plataformas digitais que divulgam violência indiscriminadamente, sem critérios, e enriquecem com essa prática, e defendeu a necessidade de envolver as famílias no processo de educação e responsabilidade nas escolas, destacando que a garantia da paz nas escolas não pode ser alcançada apenas com medidas punitivas. Lula ainda ressaltou que o problema da violência no ambiente escolar não será resolvido apenas com dinheiro ou medidas de segurança, mas sim com uma abordagem mais abrangente e consciente, que leve em conta a realidade social e humana das escolas brasileiras.

Lula entre os 100 mais influentes na revista Time

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o único brasileiro presente na lista da revista Time dos 100 indivíduos mais influentes do mundo em 2023. Lula foi reconhecido juntamente com outros 16 líderes, ativistas e cientistas por seu trabalho pioneiro no combate às mudanças climáticas. O perfil de Lula foi escrito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, que destacou a importância da eleição de Lula para impulsionar ações relacionadas ao clima. No perfil, Gore ressaltou a liderança de Lula na proteção das florestas e no avanço da transição energética limpa no Brasil, destacando sua importância em uma década que ele considera “decisiva” para ações climáticas. As informações são do Brazilian Report.

O Brasil como mediador da paz

A agência de notícias Sputnik News publica a matéria ‘Mimados e prepotentes: EUA atacam Brasil por não fazer ‘caprichos’ da Casa Branca na Ucrânia‘. O porta-voz da Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, criticou o presidente brasileiro por suas afirmações sobre a guerra na Ucrânia. “É preciso que os EUA parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz”, afirmou Lula em sua visita à China, acrescentando que a União Europeia também deveria buscar vias para uma resolução pacífica entre Moscou e Kiev.

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Kirby que considerou os comentários de Lula equivocados e afirmou que o Brasil estava repetindo a propaganda da Rússia e China. “O Brasil abordou este tema de maneira substantiva e retórica, ao sugerir que os EUA e Europa de alguma maneira não estão interessados na paz, e que compartilhamos a responsabilidade da guerra”, afirmou.

Washington esperava que o presidente brasileiro pressionasse Moscou pelo fim das ações na Ucrânia. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Brasil refutou as críticas dos EUA contra a política externa do Brasil: “Não sei como ou por que ele [John Kirby] chegou a essa conclusão. Mas não concordo de forma alguma”, disse Mauro Vieira a jornalistas, de acordo com publicação do jornal português O Guardião.

Lula tem assumido uma postura cada vez mais proeminente como mediador para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia diz o francês l’Humanité,. Após expressar críticas a Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky por não tomarem ações concretas para cessar as hostilidades e denunciar a contribuição contínua da Europa e dos Estados Unidos para o conflito, Lula fez um apelo pela formação de um G20 pela paz. O presidente brasileiro ressaltou que esse tipo de cúpula, que originalmente foi criada para lidar com a recuperação da economia global em tempos de crise, agora é necessário para “promover a paz”, em consonância com a necessidade de uma nova ordem mundial. No entanto, essa iniciativa de mediação e visão de Lula não foi bem recebida por Washington, que o acusou, sem citar seu nome, de estar servindo à propaganda russa e chinesa.

A Ucrânia também criticou os esforços de Lula para mediar as negociações de paz com a Rússia, e convidou o presidente brasileiro para visitar o país, devastado pela guerra, diz conteúdo distribuído pela Reuters. O convite acontece um dia após a visita do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a Lula em Brasília, onde foram discutidas as visões compartilhadas pelo Brasil e pela Rússia sobre o conflito que já dura um ano.

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