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Lula conversa com familiares de desaparecidos na Guerra entre Israel e Hamas

Lula conversa com familiares de desaparecidos na Guerra entre Israel e Hamas

Em videoconferência, presidente brasileiro reiterou estar “pessoalmente empenhado em construir a paz, libertar os reféns e abrir um corredor humanitário na Faixa de Gaza”; ele também garantiu tratar a questão como prioritária nas conversas com os líderes internacionais.

Na manhã desta quinta-feira (26), o presidente Lula conversou em vídeoconferência com representantes do Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos, que reúne familiares de pessoas que desapareceram ou foram capturadas pelo Hamas, durante o ataque de 7 de outubro. “O presidente tem conversado com várias partes do conflito com preocupação humanitária, em defesa de um cessar fogo e libertação dos reféns”, informou a SECOM. Entre os membros do Fórum estão os familiares do único brasileiro desaparecido em Israel, Michel Nisenbaum. Três brasileiros foram mortos durante os ataques: Karla Stelzer Mendes, de 42 anos; Bruna Valeanu, de 24 anos; e Ranani Nidejelski Glazer, de 24 anos.

Prensa Latina destaca que Lula reiterou estar “pessoalmente empenhado em construir a paz, libertar os reféns e abrir um corredor humanitário na Faixa de Gaza”. Ele também garantiu tratar a questão como prioritária nas conversas com os líderes internacionais. Neste momento, 32 brasileiros aguardam autorização na Faixa de Gaza para deixar a região. Ontem e hoje, eles receberam recursos financeiros para comprar alimentos, água e materiais de primeira necessidade. “O dinheiro foi transferido pelo governo brasileiro por meio do Escritório da Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia”, informa a Agência Brasil.

No argentino La Política Online, reportagem de Augusto Taglioni, “Lula aproveita a guerra em Gaza para acelerar a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU”, aponta os caminhos e as possibilidades do país se tornar um membro titular do Conselho das Nações Unidas, com poder de influência nas decisões geopolíticas. Segundo a reportagem, a guerra em Gaza “abre um cenário para a discussão em torno do papel da comunidade internacional e da incapacidade de intervenção da própria ONU como o impasse hegemónico faz com que a ONU não tenha qualquer capacidade de intervenção. “Um cenário ideal para acelerar as reformas na ONU que a maioria dos países considera necessárias. Fontes do Itamaraty consultadas pela LPO reconhecem que “é um processo longo”, mas dizem que “está no caminho certo”, diz o texto.

IMPOSTO SUPER-RICOS

O português Correio da Manhã deu destaque na aprovação, na noite desta quarta-feira, do imposto para super-ricos e fundos no exterior. O texto destaca que o projeto do govero Lula foi votado por “ampla maioria” (323 votos a favor e 119 contra) no Congresso e estipula as regras para que sejam tributados os super-ricos e as pessoas com investimentos no exterior. O texto agora vai para o Senado. Segundo a reportagem, trata-se de uma proposta “que sofreu várias modificações” numa “vitória contundente do presidente de esquerda, que lida com um Congresso controlado por forças de centro e direita. A medida faz parte do pacote de iniciativas promovidas pela equipe econômica de Lula da Silva para aumentar as receitas públicas e assim conseguir equilibrar as contas públicas do Brasil”. Confira a íntegra do projeto votado da Câmara.

The Brazilian Report destaca que no mesmo dia de votação do imposto dos super-ricos, o presidente Lula anunciou a substituição da presidenta Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, por Carlos Antônio Vieira Fernandes, antigo funcionário do banco e ex-chefe da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa. A nomeação de Fernandes teria sido sugerida a Lula pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, para dar lugar a alguém nomeado pelos políticos do Centrão) teriam começado em julho, diz a reportagem de Cedê Silva.

MEIO AMBIENTE

O inglês Independent destaca a cúpula nesta quinta-feira, na República do Congo com lideranças dos países com as maiores bacias florestais tropicais. A ideia é trabalhar em conjunto e formar uma coalizão de líderes das bacias da Amazônia, do Congo e de Bornéu-Mekong no Sudeste Asiático, para discutir como financiar a proteção dessas regiões. Os países dessas três bacias possuem 80% das florestas tropicais do mundo e dois terços da biodiversidade da Terra, segundo o World Wildlife Fund. Rerportagem de Carlos Mureithi.

No The Guardian, reportagem de Jonathan Watts divulga um estudo que mostra como o dinheiro de crimes ambientais é fácil de ser escondido nos Estados Unidos. Segundo a reportagem, “o sigilo e a supervisão negligente significam que madeireiros e mineradores ilegais na Amazônia podem estacionar bilhões em imóveis e outros ativos”. “Os madeireiros e mineiros ilegais estão acumulando somas que variam entre milhões e milhares de milhões de dólares em bens imobiliários e outros ativos dos EUA, afirma o relatório, que apela ao Congresso e à Casa Branca para combaterem as lacunas nas regulamentações financeiras que estão contribuindo para a destruição do a maior floresta tropical do mundo”, diz o texto.

“Estamos tentando mostrar que os EUA são o lugar mais fácil para esconder dinheiro sujo, o que é um grande problema não apenas em termos de segurança nacional, tráfico de drogas e corrupção cleptocrática, mas também de crime ambiental”, afirmou Ian Gary, diretor executivo da a Coalizão de Responsabilidade Financeira e Transparência Corporativa (Fato), que produziu o relatório. A reportagem lembra, ainda, que no início deste ano, o Instituto Igarapé estimou que o crime ambiental na Amazónia gerava lucros anuais entre 110 mil milhões e 281 mil milhões de dólares.

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O CAPITAL

Auditoria sobre as compras de gado da JBS, maior frigorífico do mundo, em fazendas com alguma espécie de irregularidade, revela que foi o caso de 6% das compras da empresa auditadas, em fazendas potencialmente incluídas em irregularidades por violações ambientais ou de direitos humanos. A Reuters, porém, destaca a queda do índice se comparado a duas auditorias anteriores, sem data estipulada, lembrando que a produção de carne bovina está associada ao desmatamento no Brasil, já que há décadas os grileiros desmatam a floresta amazônica para pastar gado ou cultivar. Outra auditoria também aponta que a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a Minerva (BEEF3.SA), não mostrou inconformidades no Pará.

A mesma agência divulga a criação de “uma bancada no Congresso para representar a indústria brasileira de petróleo e gás, liderada pela produtora estatal Petrobras (PETR4.SA), para apoiar os planos da empresa de explorar campos offshore perto da foz. do Rio Amazonas”. A reportagem cita como líder da bancada, o ex-ministro da Saúde e general reformado do Exército, Eduardo Pazuello que disse: “A Petrobras tem que fazer isso. Temos que explorar petróleo no mar, desde os estados do Pará até o Amapá, como a Guiana e a Venezuela estão fazendo. O governo está dividido, mas vai fazer isso. Temos que explorar petróleo na foz do Amazonas”.

A Reuters também destaca o papel do Brasil nos lucros da trader e processadora global de produtos agrícolas Bunge (BG.N), que superou as expectativas de Wall Street nesta quinta-feira, ao anunciar seus lucros. “Embora o equilíbrio global tenha nos ajudado a entregar, nossa presença mais completa é a América do Sul e especialmente o Brasil. Portanto, a safra recorde lá foi boa para nosso sistema de exportação, bem como para nosso sistema de moagem”, disse o CEO da corporação mundial, Greg Heckman.

Enquanto isso, os mercados começam a reduzir as suas previsões de crescimento do PIB brasileiro para este ano… Na semana passada, vários indicadores económicos apontavam para uma desaceleração da economia e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua preocupação, no entando, ele manteve a expectativa de que o Brasil terminará o ano com um crescimento de cerca de 3%.

BOLSONARO

Prensa Latina informa a retomada do julgamento das ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no TSE nesta quinta-feira. Trata-se das ações relativas às comemorações do Dia da Independência, em 7 de setembro de 2022, sobre as quais Bolsonaro e Braga Netto são acusados de abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e conduta indevida para beneficiar as suas candidaturas, em eventos oficiais que assinalam o bicentenário da emancipação de Portugal. As solenidades foram realizadas em Brasília e no Rio de Janeiro, pagas com dinheiro público e transmitidas pela TV Brasil, diz o texto. Iniciado nesta quinta, o julgamento foi suspenso no começo da tarde e será retomado na próxima terça-feira (31). O placar está em 2 votos contra 1 pela condenação de Bolsonaro por abuso de poder político e econômico pelo uso eleitoreiro das comemorações de 7 de setembro de 2022. Quatro ministros ainda irão votar.

REPARAÇÃO E MEMÓRIA

Imperdível no The Guardian reportagem sobre o trabalho de vários pesquisadores sobre como a escravidão moldou o Brasil e suas instituições. Historiadores que agora se esforçam para trazer suas descobertas dos círculos acadêmicos para o debate público. Segundo o texto, “o Brasil fica atrás de outros países, como os EUA e o Reino Unido, quando se trata de reconhecer como certas instituições e indivíduos se beneficiaram dos horrores da escravidão e de discutir os esforços de justiça reparadora em conformidade”. A reportagem destaca que cerca de 5 milhões de pessoas foram sequestradas e escravizadas no Brasil ao longo de quatro séculos, incluindo 1,2 milhões após independência de Portugal em 1822, “mas discutir como a escravidão de bens móveis enriqueceu a elite e moldou a nação é difícil porque esta história foi propositalmente suprimida durante décadas”.

PARABÉNS, DARCY!

Neste 26 de outubro, Darcy Ribeiro completaria 101 anos e Patria Latina publica “O Gênio Darcy Ribeiro, vulcão criador do Brasil soberano e cidadão”, texto de Felipe Maruf Quintas (Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF), criador e produtor do canal “Brasil Independente”) e Pedro Augusto Pinho (Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra (ESG) e Consultor das Nações Unidas (UN/DTCD), publicado originalmente no Viomundo.


Foto: Ricardo Stuckert/ PR

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