Lula reitera crítica a Netanyahu: “Israel quer acabar com os palestinos na Faixa de Gaza”

Lula reitera crítica a Netanyahu: “Israel quer acabar com os palestinos na Faixa de Gaza”

É OU NÃO É?

“O governo de Israel quer efetivamente acabar com os palestinos na Faixa de Gaza. É isso. É exterminar aquele espaço territorial com o povo palestino para que eles ocupem. Não tem outra explicação”, disse Lula em uma entrevista para o jornalista Kendedy Alencar, que irá ao ar na íntegra na noite nesta terça-feira (27)*.

Citando testemunhos dos Médicos Sem Fronteiras e da Cruz Vermelha, organizações que prestam assistência médica e humanitária em território de conflito, o presidente também mencionou que crianças palestinas têm preferido a morte a serem tratadas sem anestesia nos hospitais, e perguntou: “Isso é genocídio ou não é genocídio?”.

Lula também lembrou que o governo brasileiro foi um dos primeiros a condenar o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro do ano passado, mas disse lamentar a “hipocrisia” dos que não estão igualmente indignados com a atitude de Israel, além de ressaltar que não usou a palavra Holocausto para comparar as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza. “Primeiro que eu não disse a palavra Holocausto. Holocausto foi interpretação do primeiro-ministro de Israel. Não foi minha. A segunda coisa é a seguinte: morte é morte”, disse.

O presidente ainda chamou a atenção para os esforços da diplomacia brasileira em promover um cessar-fogo no conflito. “O que nós estamos clamando: que pare os tiroteios, que permita que tenha a chegada de alimento, remédio, de médico, para que a gente tenha um corredor humanitário e tratar das pessoas”, enfatizou (Europa Press e Sputnik).

*A entrevista de Lula a Kennedy Alencar será apresentada nesta terça-feira, às 22h, no programa “É Notícia”, da Rede TV!.

DEMOCRATIZAÇÃO E USO SOCIAL DOS ESPAÇOS

Lula lançou nesta segunda-feira (26) o programa “Democratização dos Imóveis do Estado”, que permite converter imóveis abandonados pertencentes à União em moradias populares ou destiná-los a projetos sociais, como escola, hospitais e parques.

Cerca de 3.700 terrenos vazios, prédios desocupados ou infraestruturas abandonadas serão utilizados no âmbito do projeto. Entre eles estão edifícios públicos ou invadidos por organizações que lutam pela reforma urbana e cuja ocupação poderá ser regularizada, e até mesmo aeroportos que não são utilizados. Embora o decreto que institui o projeto tenha sido assinado na segunda-feira, a iniciativa começou a ser implantada em janeiro de 2023, quando Lula assumiu seu terceiro mandado como presidente do Brasil (Nodal).

A ministra da Gestão Pública Esther Dweck explicou que, desde o início do governo, Lula a orientou a identificar os imóveis que poderiam ser utilizados para a construção de bairros ou moradias populares e dar-lhes uso social. “Ele determinou que fizéssemos um levantamento de todos os prédios que pudessem ter uma nova destinação. O objetivo foi inverter a lógica do governo anterior, que foi de vender os imóveis, muitas vezes por um valor abaixo do mercado, sem se preocupar em dar uma destinação correta”, disse ela, ressaltando que sua pasta já identificou 509 imóveis administrados por órgãos governamentais em 200 municípios, dos quais 68 podem ser convertidos em parques ou equipamentos culturais ou esportivos, 49 em escolas, 26 em hospitais e 27 em delegacias de polícia (Página/12).

A TRILHA FINANCEIRA DO G20

Emprego, inflação e estabilidade financeira serão os temas da primeira reunião de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais dos países membros do G20, o grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo e da União Europeia, que se reúnem entre quarta e quinta-feira (28 e 29) no auditório do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O ministro da Fazenda Fernando Haddad e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto representarão o Brasil no evento.

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A luta contra a desigualdade global e as reformas nas instituições financeiras multilaterais também serão destaques desta primeira reunião ministerial da chamada Trilha Financeira do G20, que faz parte das atividades da Cúpula do bloco que aconteceu entre os dias 21 e 22 de fevereiro no Rio de Janeiro.

A reunião destacará perspectivas globais sobre aspectos macroeconômicos, como o crescimento, e os debates se concentrarão na busca por melhores práticas para lidar com o aumento da dívida global e o financiamento para o desenvolvimento sustentável, assim como questões relacionadas a impostos internacionais e à forma como as nações encaram o setor financeiro no futuro próximo (Prensa Latina).

ENCONTRO COM MADURO E IRFAAN ALI

O presidente Lula planeja se encontrar com o presidente venezuelano Nicolás Maduro para discutir as próximas eleições na Venezuela e a disputa de fronteira com a Guiana. O Brasil tem buscado mediar o diálogo entre os dois países desde que a Venezuela revigorou sua reivindicação sobre a área petrolífera de Esequibo, na Guiana.

Lula se preocupa com a possibilidade de que as eleições possam levar o governo Maduro a intensificar novamente as tensões. Embora não haja uma solução clara para o conflito, a Venezuela moderou o tom recentemente.

O encontro entre Lula e Maduro deve ocorrer durante a cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em São Vicente e Granadinas, depois de o presidente brasileiro participar da cúpula da Comunidade do Caribe (CARICOM) na Guiana, onde se reunirá com o presidente do país, Irfaan Ali (Reuters).

MAIS CARNE

Dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção de carne bovina atingiu 8,91 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 11,2% em relação a 2022 e 8,9% acima do recorde anterior, de 2019. Ao analisar os números, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo observaram que o volume de carne aumentou 900 mil toneladas em relação ao ano anterior, em termos absolutos. Já as exportações cresceram 22,8 mil toneladas, totalizando 2,29 milhões de toneladas – o correspondente a 25,7% da produção nacional (Brazilian Report).

MENOS TURISMO

A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) registrou uma queda anual de 19% da entrada de argentinos no Brasil em 2023, totalizando 110 mil turistas a menos vindos do país vizinho. A diminuição é especialmente observada entre turistas que entram por terra e por vias fluviais, os que possuem menor poder aquisitivo.

O presidente da Embratur Marcelo Freixo atribui a queda ao agravamento da crise econômica na Argentina. Por outro lado, houve um aumento de 26,6 mil turistas argentinos que chegaram de avião ou a bordo de cruzeiros. Para este ano, o governo brasileiro projeta uma redução de 7,5% no número de turistas argentinos (La Nación).

*Imagem em destaque: Divulgação/Rede TV!

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