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Telegram propaga fake news sobre PL das Fake News

Telegram propaga fake news sobre PL das Fake News

A mídia externa destaca nesta terça-feira (9) as mortes do ex-deputado do PSOL e ativista social David Miranda e da cantora Rita Lee, além do disparo em massa de fake news contra o PL 2630, feito pelo Telegram

A morte de David Miranda, ex-deputado e ativista, aos 37 anos, nesta terça-feira no Rio de Janeiro, gerou homenagens de políticos, celebridades e ativistas sociais. A notícia teve repercussão em diversos veículos internacionais, incluindo os britânicos Guardian e Independent, o português Público e o espanhol El País.

No Twitter, o presidente Lula celebrou a “trajetória extraordinária” do político nascido na favela do Jacarezinho, uma das mais pobres do Rio de Janeiro, e que foi deputado estadual entre 2019 e 2022, tendo sido uma poderosa voz de resistência durante a administração do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro.

David, o primeiro vereador gay eleito para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, era casado com o jornalista e advogado americano Glenn Greenwald, com quem criava seus dois filhos adotivos, João e Jonathan. Ele estava internado desde agosto de 2022, quando foi levado ao hospital com fortes dores abdominais que, mais tarde, foram diagnosticadas como uma infecção gastrointestinal que se espalhou pelo corpo.

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A morte de Rita Lee, ocorrida na noite desta segunda-feira (8), também é amplamente noticiada pela imprensa mundial. A cantora vinha se submetendo a tratamentos para combater um câncer no pulmão, diagnosticado em 2021.

“A ‘Rainha do Rock’ do Brasil morreu aos 75 anos”, destacou a rede britânica BBC em sua publicação, ressaltando os 50 anos de carreira da cantora, que fez parte da formação original dos Mutantes, “uma das bandas de rock mais influentes do Brasil”.

O jornal Público, de Portugal, abriu espaço em sua reportagem para depoimentos de importantes nomes da música lusitana. “É em parte graças à Rita Lee que hoje parece mais simples sermos mulheres na música”, declarou a cantora portuguesa Ana Bacalhau.

Citando um trecho de sua autobiografia lançada em 2016, do argentino Página/12 também ressalta o pioneirismo da cantora: “Eu era a única garota roqueira no meio de um clube só de Bolinhas, cujo mantra era: para fazer rock tem que ter culhão. Eu fui lá com meu útero e ovários e me senti uma igual, gostassem eles, ou não”. O texto ainda ressalta que Rita preferia ser chamada de “patrona da liberdade” em vez de “rainha do rock”.

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Já o La Diaria, do Uruguai, traz à memória que ao final de seu último show, em 2012, Rita saiu do palco escoltada pela polícia e foi levada diretamente para uma delegacia. Durante uma agitação na multidão, ela não conseguiu conter sua indignação diante da ação truculenta da polícia contra os seus fãs e dirigiu ofensas aos agentes, evocando os tempos da ditadura. “Eu tenho direito de falar, esse chão é meu, esse chão é minha despedida do palco. Eu sou do tempo da ditadura. Vocês pensam que eu tenho medo?”, questionou.

As declarações de grandes nomes da música brasileira e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão na publicação do jornal Expresso, também de Portugal. Em uma publicação no Twitter, Lula escreveu: “Rita, agora falta você”, fazendo referência à famosa canção de Rita Lee, “Agora só falta você”.

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O aplicativo de mensagens Telegram enviou aos seus usuários brasileiros nesta terça-feira uma mensagem afirmando que o Projeto de Lei 2630, conhecido como PL das Fake News, que propõe regulamentação mais rígida de plataformas de mídia social, aplicativos de mensagens e mecanismos de busca no país, “matará a internet moderna” e “acabará com a liberdade de expressão”.

A mensagem, publicada no canal oficial da empresa, ainda incentiva os usuários a pressionarem os parlamentares a votarem contra o projeto de lei, e diz que a plataforma poderá deixar de funcionar no Brasil caso o texto seja aprovado.

Logo após a divulgação da mensagem, o procurador de Justiça de São Paulo, Yuri Corrêa da Luz, exigiu que a empresa revele quem tomou a decisão de enviar a mensagem, para eventual audiência do Ministério Público. O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, criticou a mensagem, afirmando que se trata de uma tentativa de interferência no debate democrático e abuso de poder. As informações são do Brazilian Report.

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