BAHIA: Governo presente cuida da gente

21 de abril, o retrovisor da história

21 de abril, o retrovisor da história

Bolsonaro é responsável por ter aberto a caixa de ferramentas do fascismo no Brasil, que se julgava lacrada no pacto constitucional de 88

O caso da facada do Adélio Bispo no candidato das fakes news, envolve todo o sistema de justiça

Bolsonaro cometeu vários delitos eleitorais, tanto nas eleições de 2018 quanto na de 2022. Usou da máquina púbica para seu intento eleitoral, mentiu, caluniou, injuriou, difamou; sendo o mais grave a pregação e a insurgência ao sistema eleitoral pátrio, ao ponto de expor o país ao desgaste internacional.

 A reunião com embaixadores representantes de nações estrangeiras pode, em última análise, ser considerado um gesto de traição. 

O processo que corre no TSE deve inevitavelmente decretar a suspensão de seus direitos políticos e consequente inelegibilidade.

Será uma pena justa e com efeitos pedagógicos a contribuir para que a civilidade faça parte da convivência entre políticos e iniba a baixaria de seus adeptos, tanto no Parlamento como fora dele. 

A probabilidade dessa sentença pelo Tribunal Superior Eleitoral é cada vez mais certa.

Contudo, essa pena de inelegibilidade não deve, sob qualquer hipótese, ser atenuante para os seus crimes contra o povo brasileiro e o Estado democrático de direito.

Quebrou a harmonia entre os Poderes, ameaçou fechar o Congresso e o STF, incentivou por meios diversos a tentativa do golpe de 8 de janeiro, cujas cenas de vandalismo jamais serão esquecidas aqui e no mundo. 

Foi um Capitólio piorado! 

Os genocídios cometidos por meios dolosos à população brasileira, durante a pandemia, e aos indígenas yanomamis, cuja extinção para a livre exploração dos seus territórios a serviço do crime organizado, fruto de um plano adredemente perseguido, desde quando era do Exército e escancaradamente na política institucional, não podem deixar de ser-lhe devidamente imputado, julgado e sentenciado, conforme o devido processo legal. 

Na pandemia, o chefe do governo cometeu corrupção na aquisição de vacinas e diversos crimes contra a saúde pública. 

Larápio no Exército, na Câmara e na presidência da República, é exemplo de malfeitor que não deve prosperar na vida da sociedade brasileira. 

Bolsonaro é responsável por ter aberto a caixa de ferramentas do fascismo no Brasil, que se julgava lacrada no pacto constitucional de 88.

Admirador vassalo dos EUA, fomentou e facilitou a proliferação de armas acompanhada da pregação de ódio aos diferentes de suas crenças, fossem ideológicas, fossem de costumes. 

Fomentou preconceitos, pregou a belicosidade e incentivou a violência e o uso de armas até pelas crianças, desestimulando-as a leitura e outras atividades sadias e formativas, física e intelectualmente. Reverter esses malefícios não será tarefa rápida.

Os assassinatos decorrentes dessa política, em escolas, em sem-terra, em bares e aniversários, em políticos como a da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes; os 30 mil combatentes da ditadura para quem pregava o nosso aniquilamento, tem no energúmeno, a encarnação do mal, um Mefistófeles, o mentor explícito dessa necropolítica. 

O caso da facada do Adélio Bispo no candidato das fakes news, é um caso que atinge a todo o sistema da justiça brasileira – Policia, Ministério Público, Judiciário, OAB. 

Envolta em muitas interrogações e poucas respostas, a tentativa de homicídio figura-se como um caso no qual a imprensa investigativa mostrou-se incompetente ou amordaçada. 

Tem gato nessa tuba! Aliás, não um, mas vários, e já está tarde a limpeza dos militares e bolsonaristas nos aparelhos do Estado, é urgente defenestrar.

Bolsonaro é uma mistura de Ustra e Fleury! 

Ao processá-lo, a Justiça irá se redimir de graves erros, a começar pela interpretação insustentável, técnica e politicamente, da lei da anistia, e a terminar bem se usar da celeridade que a conjuntura requer. 

Se o bem ao povo o governo fará aos poucos, para mais ou menos na medida do possível, durante quatro anos, a aplicação do sistema de justiça aos insurgentes da democracia no dia 8 de janeiro e a seus mentores diretos e ou indiretos, processando toda a cadeia de comando, à frente o quadrilheiro Bolsonaro, deve ser de uma vez, em bloco, pelos poderes da República mandatárias dessas atribuições pelo Estado de direito.

O mal se corta na raiz e de uma vez, para não voltar a germinar. O bem se faz aos poucos e sempre.

É obrigatório operar a política com o retrovisor da história. 

21 de abril de 2023, feriado nacional. Esta efeméride nos lembra da conjuração mineira, na qual tivemos Tiradentes, considerado herói, e um traidor, Silvério dos Reis. 

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi o único dos conjurados mineiros sentenciado à morte, ele era de classe média, de origem pobre, os demais da elite mineradora, foi enforcado em 21 de abril de 1792, teve seu corpo esquartejado e espalhado em postes pelo opressor colonial, um terrorismo de Estado.

A inconfidência mineira foi abortada por uma delação premiada!

Joaquim Silvério dos Reis, escreveu uma carta de delação, em 11 de abril de 1789, ao governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, informando sobre a existência de um movimento em Vila Rica, que, segundo ele, pretendia proclamar a República e libertar o Brasil de Portugal. 

Como prêmio o delator cobrou pensão por toda vida, perdão para todas as suas dívidas, comendas e outros privilégios. Depois de sofrer alguns atentados fugiu para Lisboa, regressou ao Brasil em 1808, morreu no ostracismo.

Lula, tem em seu governo traíras como Silvério dos Reis, o delator, cabo Anselmo, traidor da luta armada contra a ditadura, Mourão Filho, traidor de Jango, presidente e comandante-em-chefe da Forças Armadas.

O método de conciliação de classes foi derrotado pela história. Ou se apreende ou haverá traição ao povo brasileiro.

Aplicar o sistema de justiça a Bolsonaro será a o primeiro passo para a justiça de transição reversa.

Concluo com duas frases de Tiradentes: Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria.

Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la.

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